
Quem esperava com ansiedade a abertura de vagas temporárias para o Natal deste ano em Franca, se frustrou. É que, pouco confiantes para as vendas neste período, que é considerada a melhor época para o comércio varejista, o número de comerciantes de Franca que pretende contratar trabalhadores temporários caiu drasticamente neste ano. Segundo levantamentos da ACIF, 76% das empresas passarão o Natal de 2015 sem alteração em seu quadro de colaboradores, enquanto que em 2014, esse índice era de 60%. No total, apenas 22% das empresas dos segmentos de comércio e serviços farão contratações extras, gerando 114 vagas.
E essa situação não é exclusividade de Franca. Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito – SPC Brasil e pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas – CNDL para mapear a intenção de contratação de trabalhadores temporários procurados pelo comércio varejista no final do ano, revela que o setor deve preencher apenas 105 mil vagas até o final do ano em todo o Brasil, uma retração de 35% na comparação com 2014, de acordo com a pesquisa da Federação Nacional dos Sindicatos das Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado (Fenaserhtt) e do Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Colocação e Administração de Mão de Obra e de Trabalho Temporário no Estado de São Paulo (Sindeprestem), desenvolvida pelo Centro Nacional de Modernização Empresarial (Cenam). Se confirmada a projeção, as contratações temporárias em 2015 vão voltar para o mesmo nível de 2007. O número subiu ano a ano, até chegar ao pico de 163 mil contratados em 2014.
De acordo com o levantamento, 88% dos empresários consultados não contrataram e não pretendem contratar funcionários para o final do ano. Esse resultado indica que em 2015, o Brasil deve regredir oito anos em relação às vagas temporárias.




