Ferramentas tecnológicas e o cruzamento de dados da investigação cientifica são temas que farão parte da rotina do curso de formação dos 1.000 novos investigadores aprovados no último concurso, realizado em 2014. Com a pedagogia voltada para o serviço de inteligência na investigação e aplicação dos direitos humanos na atividade policial.
De acordo com o diretor da Academia de Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Acadepol), delegado Anderson Alcântara, a grade curricular do curso foi criada pela Divisão Psicopedagógica, com a abordagem na investigação tecnológica e científica, além da sensibilização com os direitos humanos. Tudo pensado com objetivo de preparar o novo policial civil para lidar com a investigação, com precisão e olhar humanizado.
Ainda segundo o diretor, o curso de formação foi enriquecido com seminários e palestras, com realização até a próxima quinta-feira (18), na Igreja da Lagoinha (Rua Manoel Macedo, 360, Lagoinha). Para este propósito, foram convidados juristas, assistentes sociais, comunicólogos, profissionais de Direitos Humanos, entre outros profissionais. Em destaque, estão temas como “O papel da polícia no enfrentamento do racismo e antissemitismo”; “Diferentes perspectivas nos direitos humanos” e “Relação entre polícia e mídia”.
Outra novidade relembrada na solenidade foi a recente inauguração do Centro de Treinamento e Ação Policial Delegado Elson Matos (TAP), na Acadepol. “O espaço reproduz situações de enfrentamento no cotidiano do policial civil. São realizadas, por exemplo, aulas de táticas para o cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão, combate, entrada e progressão em ambientes fechados”, completou o delegado.
O curso terá duração de cinco meses, com aulas teóricas e práticas, na Acadepol, localizada no bairro Nova Gameleira. As aulas serão ministradas por diversos profissionais do quadro da Polícia Civil, entre delegados, peritos, médicos legistas e escrivães.



