O Boletim Epidemiológico da Prefeitura de Franca do dia 31 de janeiro de 2021 informava o registro de 268 mortes por Covid desde o início da pandemia.
O mesmo Boletim Epidemiológico mostrava a existência de 15.717 pessoas contaminadas na cidade. As unidades de saúde estavam perto do colapso.
Apesar de desalentador, o número não demonstrava o que ainda iria acontecer na cidade nos meses que se seguiriam. Dia a dia, mês a mês a contaminação pelo coronavírus só aumentava.
Quatro vezes mais
Passados 12 meses, o Boletim Epidemiológico de 31 de janeiro de 2022 informa o registro de 1.086 mortes por Covid, uma diferença de 808, ou um aumento de mais de 4 vezes.
Nesse mesmo período, o número de contaminados pelo vírus pulou de 15.717 para 56.705 pessoas, um aumento de 40.502.
Os números não são apenas desalentadores, mas são desesperadores. De novo a cidade convive com a corrida às unidades médicas de emergência e de novo convive com a ocupação máxima de leitos de UTI.
Quando os números eram apenas desalentadores, a Prefeitura de Franca implantou o período de restrições. Essas restrições avançaram sobre mais pessoas e setores da sociedade e da economia, até resultar no lockdown, que transformou a cidade num quase deserto.
Mais contagiosa, menos letal
As vacinas foram chegando timidamente, ainda que não em campanhas maciças – como já tinha acontecido em outras épocas no Brasil –, mas o vírus continuou a desafiar os administradores da área de saúde.
Franca foi se adaptando na tarefa de combater o vírus, na tentativa de evitar a contaminação, ainda que a custa de sacrifícios da população.
De novo a cidade vive com a explosão de casos e a variante – que era mais contagiosa, mas menos letal, continua mais contagiosa e se revela também mais letal.
Nenhuma autoridade de saúde, nenhum epidemiologista mostra o otimismo de falar que a pandemia caminha para o fim.



