
Detalhistas, comprometidas e, acima de tudo, organizadas. Essas são características das mulheres que, até poucas décadas, não tinham direito ao voto nem acesso à educação formal e encontravam um mercado profissional dedicado somente aos homens. Mas isso mudou, e hoje elas conquistam cada vez mais espaços significativos no ambiente corporativo. Quem comprova esse avanço é o levantamento do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2016, que permitem acompanhar o comportamento de empregos no Brasil, seja masculino ou feminino.
A pesquisa, de amplitude nacional, mostra que nos últimos 50 anos as mulheres têm deixado de atuar apenas no ambiente residencial para também se lançarem profissionalmente. Segundo o levantamento, em 2007, a classe feminina representava 40,8% do mercado formal de trabalho. Em 2016 elas já ocupavam 44% das vagas. A tendência a partir de agora é esta participação estabilizar em proporções iguais.




