A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a constitucionalidade da tabela com preços mínimos do frete tende a ficar para depois do segundo turno das eleições presidenciais, informou ao Estado uma fonte da área jurídica.
Os passos indicados pelo ministro relator do caso, Luiz Fux, apontam para um prazo mais longo até uma palavra final. O ministro informou que pretende ouvir órgãos sobre os dados apresentados na audiência pública encerrada nesta segunda-feira, 27. E informou que vai levar a questão ao plenário. Assim, pautado ou não pelo calendário eleitoral, o fato é que a decisão não sairá tão cedo.
Fux é relator das três ações de inconstitucionalidade movidas contra a tabela de preços mínimos do frete. Ele decidiu nesta segunda-feira manter suspensas as decisões das instâncias inferiores sobre o assunto.
A posição foi tomada após mais de duas horas de audiência pública, no qual foram ouvidos representantes do governo, das empresas e dos caminhoneiros. “Agora temos mais elementos para decidir a questão”, disse o ministro. “Uma decisão se torna bem mais factível.” Ele, porém, não se comprometeu com datas. Limitou-se a dizer que será “o mais breve possível”.




