Mayra Ribeiro de Oliveira, 24 anos, graduou-se em 2017 em Serviço Social no curso noturno da Unesp de Franca.
Deficiente visual, ela conta porque escolheu essa carreira. “Sempre fui apaixonada pela profissão e estive envolvida em projetos sociais no período em que estava cursando o Ensino Médio”,diz.
Em relação aos desafios enfrentados, destaca a questão da acessibidade. “A maioria dos espaços que frequentei na minha vida não dispõe dos materiais adaptados para o meu uso. Ademais, os professores não tinham preparo para receber uma pessoa com deficiência dentro da universidade em razão de uma série de questões que estão relacionadas com o estigma de que a pessoa com deficiência carrega na sociedade”, comenta.
Atualmente, Mayra é aprimoranda da USP de Ribeirão Preto em Serviço Social e Psiquiatria e desenvolve projetos com os Trabalhadores Rurais Sem Terra do assentamento Mário Lago, que está localizado na cidade de Ribeirão Preto.
“Quero fazer pós-graduação em trabalho e saúde da mulher na Universidade Federal de Santos (UNIFESP) e trabalhar na área de Serviço Social”, comenta.
“Acredito que as universidades tem o dever de ser preparadas para receber pessoas com deficiência e, para além disso, disponibilizar o acesso dessas pessoas no meio acadêmico para que elas possam estudar de maneira digna e equiparada”, conclui.



