Assistindo
à distância a recessão do setor calçadista, o segmento de metalurgia de Franca
sabia que não escaparia ileso. Início de 2016 e vários postos de trabalho a
menos na região. E as perspectivas para o resto do ano não são nada
alentadoras, nem mesmo a após o carnaval, que termina oficialmente nesta
Quarta-Feira de Cinzas.
“Começamos
a sentir no meio do ano passado o que os outros setores da indústria sentiram
há mais tempo. Algumas empresas da região começaram a dispensar e estão
com dificuldades de efetuar o pagamento dos trabalhadores”, disse Helder
Sousa Gomes, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de
Franca e Região.
No ano
passado, a empresa Busá uma das maiores no seguimento de metalurgia na região
reduziu drasticamente o número de trabalhadores na fábrica em Guará. Em efeito
cascata, empresas que trabalham exclusivamente para indústrias calçadistas de
Franca reduziram o quadro de pessoal.
“Todo o
setor de metalurgia acaba sendo afetado; fundição, facas, telhas, pinturas,
serralherias e até autopeças”, lamenta Helder.
A
expectativa é que neste segundo semestre de 2016 a economia volte a crescer e
novas vagas de emprego surgem no setor em Franca e Região.



