Foi encerrada, nesta quinta-feira, a fase de tomada de depoimentos pelos membros da Comissão Processante instaurada na Câmara Municipal que faz a apuração sobre eventuais crimes político-administrativos que teriam sido cometidos pelo prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), nos anos de 2014 e 2015, quando da contratação do ICV (Instituto Ciências da Vida).
Os depoimentos foram abertos com o consultor de contratos, convênios e aditamentos da Prefeitura, Hélio de Moura, que respondeu aos questionamentos dos denunciantes, jornalista Marcelo Bomba e o servidor público Paulo Dimas, da defesa do prefeito e do relator da comissão, Márcio do Flórida (PDT).
A seguir, foram colhidos os depoimentos do procurador-geral do município, Joviano Mendes, que se negou a responder às perguntas da acusação. O mesmo direito foi utilizado pelo servidor do setor de Auditoria e Controle, Jerônimo Sérgio Pinto.
O depoimento do prefeito Alexandre Augusto Ferreira foi o último. Ele decidiu, ao contrário das testemunhas, responder às perguntas dos denunciantes, assim como dos advogados de defesa e membros da Comissão Processante. Em todos os momentos, tem a existência de crimes na contratação do ICV.
No período da manhã, haviam sido ouvidos a coordenadora do setor de urgência e emergência, Rosemary Vilela, a responsável pelas licitações da Secretaria de Saúde, Miziara Flávia Assad, o diretor administrativo atual dos prontos-socorros municipais, Lucas Eduardo de Souza, o coordenador de compras da Comissão Permanente de Licitações, Marcelo Henrique do Nascimento, e o servidor locado no setor de Auditoria e Controladoria Interna, Sérgio Gerbasi.
Com o encerramento da fase de depoimentos da Comissão Processante, nesta quinta, os membros vão fazer a instrução do processo e dar vistas ao prefeito, que terá cinco dias para devolver aos parlamentares, que apresentarão, na sequência, ao plenário, a quem caberá decidir pela absolvição ou cassação do mandato de Alexandre.



