A derrubada do veto presidencial ao projeto que estende a desoneração da folha de pagamentos até 2027, ocorrida no Congresso Nacional na tarde do dia 14, animou a indústria calçadista nacional.
Para a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), que esteve presente desde o princípio das negociações com o Governo e com parlamentares, a continuidade da política que permite a 17 setores intensivos em mão de obra – entre eles o calçadista – substituírem o pagamento de 20% sobre a folha de salários por 1% a 4,5% da receita bruta da empresa é um “alento em um momento ainda complicado para o setor”.
O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, estima que, somente no setor calçadista, caso a desoneração não fosse mantida, seriam perdidos mais de 20 mil postos logo no primeiro ano de reoneração.
“Com uma carga extra de mais de R$ 720 milhões por ano, as indústrias de calçados precisariam recalcular suas rotas, investimentos e contratações. Com uma possível reoneração, teríamos uma queda de produção de mais de 150 milhões de pares e a perda de milhares de empregos logo no primeiro ano”, comenta o executivo, tudo isso após uma queda de cerca de 1% na produção ao longo de 2023.




