Uma pesquisa do Instituto de
Biologia da Unicamp, em Campinas, descobriu uma assinatura molecular – por meio
de estudo dos lipídios (gordura) – capaz de predizer qual dos três medicamentos
mais usados no tratamento da esquizofrenia funcionará, acelerando o tratamento.
Os mais comuns são a Risperidona, a Olanpezina e Quetiapina.
Atualmente, os psiquiatras precisam de quatro a seis
semanas para descobrir a eficácia da droga escolhida entre estas três, o que
dificulta e prolonga o início do tratamento.
Segundo os pesquisadores do Laboratório de
Neuroproteômica da Unicamp, a literatura médica aponta ser de 50% as chances do
primeiro remédio escolhido no início não surtir efeito, fora o fato dos efeitos
colaterais muitas vezes desestimularem os pacientes.
A esquizofrenia é uma doença diagnosticada clinicamente
por um psiquiatra durante uma espécie de entrevista, ou seja, não existe um
teste ou exame sanguíneo capaz de identificá-la.




