
O serviço de radioterapia do HC (Hospital das Clínicas) de Ribeirão tem hoje 150 pacientes com câncer inscritos na fila de espera para começar o tratamento contra a doença.
É no HC de Ribeirão que se tratam gratuitamente, centenas de pessoas de Franca e região que precisam dos serviços de radioterapia e que também não encontram vagas nos Hospitais do Câncer de Barretos e Franca.
Pelo menos 80 pacientes de Franca e região são levados diariamente em ônibus e ambulâncias para tratamento no Hospital que pertence à USP – Universidade de São Paulo, do Governo do Estado.
Diante dessa situação alarmante, a superintendência do hospital “pediu socorro” ao DRS (Departamento Regional de Saúde) para os doentes serem remanejados a outros hospitais da região. Enquanto isso, há sobras de vagas na radioterapia pelo SUS na Beneficência.
O presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Gustavo dos Santos Fernandes, frisa que a espera para iniciar o tratamento é prejudicial para qualidade de vida do paciente e pode acelerar a evolução da doença.
Segundo o superintendente do HC, professor-doutor Benedito Carlos Maciel, o pedido ao DRS foi feito na semana passada e a instituição aguarda uma resposta. “A radioterapia é hoje o maior nó no atendimento”, admitiu.
Devido à sobrecarga, a instituição não tem conseguido cumprir o que determina lei federal, em vigor desde maio de 2013: pacientes devem iniciar as sessões de radioterapia pelo SUS no prazo máximo de 60 dias, a partir da confirmação do diagnóstico.
O superintendente do HC acrescenta que o terceiro equipamento de radioterapia está em fase de importação. “A expectativa é que o aparelho comece a funcionar a partir do segundo semestre”, conclui.
Santa Casa e SUS
A Santa Casa de Ribeirão implantou o serviço de radioterapia há dois anos para atender convênios e particulares e busca o credenciamento no SUS (Sistema Único de Saúde) para estender o atendimento à rede pública.
Segundo a coordenadora do setor de oncologia, Thais Carvalho, o hospital já recebeu pareceres favoráveis do Estado e do município, mas falta o aval do Ministério da Saúde. Com o credenciamento, o hospital terá capacidade de atender de 30 a 50 pacientes do SUS ao dia na radioterapia.



