Marcado pela ocorrência de um crime bárbaro, o 25 de novembro foi instituído como Dia da Não Violência Contra a Mulher – desde 1981 na América Latina e, em 1999, transformado em data internacional pela Organização das Nações Unidas (ONU). Naquele dia, no ano de 1960, as irmãs Mirabal foram encontradas mortas após serem enforcadas e terem os corpos espancados e atirados em um precipício dentro de um carro, a fim de simular um acidente.
As dominicanas Minerva, Patria e Maria Teresa Mirabal, conhecidas como “Las Mariposas” (as borboletas, em tradução do espanhol), eram ativistas dos diretos das mulheres e democráticos. Foram mortas pela polícia secreta de seu país, governado pelo ditador Rafael Leónidas Trujillo por mais de 30 anos – de 1930 a 1961.
Hoje, quase 60 anos após seu assassinato, a história das irmãs Mirabal ainda reflete uma luta que é diária em todo o mundo. Os índices de violência contra mulheres ainda são altos, assim como as diferenças relacionadas à ocupação dos espaços de poder na sociedade.
Segundo a ONU, ao menos 70% das mulheres já passaram por algum caso de violência de gênero – ou seja, sofreram apenas por serem mulheres -, e isso independe de local, etnia, idade ou religião. Para a faixa etária entre 15 e 44 anos, a violência dentro das próprias casas é a principal causa de lesões. No Brasil, 43% das mulheres sofrem agressões diariamente, e 35% semanalmente.




