
Um dos
problemas recorrentes durante a gravidez é o diagnóstico de diabetes. Conhecida
como diabetes gestacional, a doença é diagnosticada quando há uma quantidade de
açúcar no sangue superior ao normal. Segundo um estudo americano publicado em 2008 no The New England Journal of Medicine, 18% das mulheres grávidas são diagnosticadas com diabetes durante a gestação.
Apesar
de ser uma situação de risco para a mãe e para o bebê, existe a possibilidade
de controlar este mal para garantir uma gestação tranquila.
“Esse
quadro de diabetes pode ou não se reverter após o nascimento da criança, porém,
quem desenvolve o distúrbio têm um aumento na probabilidade de diabetes no
futuro” explica o ginecologista e obstetra Élvio Floresti Junior
Segundo
o especialista, o diabetes ocorre quando há uma modificação no metabolismo,
quando a placenta passa a produzir uma grande quantidade de hormônios que podem
prejudicar ou até mesmo bloquear a insulina, e, caso o pâncreas da gestante não
aumente sua produção, a quantidade de insulina produzida torna-se insuficiente
para suprir a demanda do corpo, elevando o índice de glicose e de açúcares do
organismo.
As
causas da doença não são exatas, mas existem condições que facilitam seu
aparecimento. Uma gestação de mulheres com idade de 35 anos ou mais, histórico
de diabetes gestacional, mulheres cujo filho anterior nasceu acima do peso ou
mulheres que ganharam peso excessivo durante a gravidez, histórico de
intolerância à glicose ou histórico de diabetes na família, hipertensão,
ovários policísticos, histórico de aborto de repetição e crescimento excessivo
do feto, podem facilitar o aparecimento do diabetes gestacional.
“Quando
os níveis sanguíneos de glicose não são controlados, as consquencias são
inevitáveis tanto para a gestante como para o bebê. Para as mães aumentam a
possibilidade de desenvolver infecções urinária, candidíase e até pré-eclâmpsia.
Já o bebê, caso o diabetes não seja tratado de forma eficiente, aumenta os
riscos de parto prematuro, problemas metabólicos, má formação e até aborto
espontâneo”, alerta o obstetra.
Além
disso, o histórico de diabetes gestacional se torna um fator de risco para o
desenvolvimento do diabetes Tipo 2. Após o parto é necessário que a mãe realize
exames de acompanhamento.
“Por
isso é importante que desde o início a futura mãe esteja em constante
acompanhamento de pré-natal, além de seguir uma alimentação balanceada e se
possível praticar atividades físicas regularmente”, finaliza



