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Diabéticos da região estão há dois meses sem sensores para medir glicose

Sensor de glicose é fundamental para o tratamento dos diabéticos e previsão é de mais demora

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Pacientes com diabetes tipo 1 alegam que não estão recebendo o sensor de glicose – um dos insumos da bomba de infusão de insulina – do governo estadual há dois meses.

“Eles não justificam o motivo e falam que não há previsão de chegada”, afirma a analista de sistemas Mônica Alves Pacífico, 48 anos.

Mônica ganhou na justiça o direito de retirar uma caixa com dez cateteres, uma caixa com cinco sensores e um frasco de insulina de 10 mililitros por mês no DRS (Departamento Regional de Saúde) de Ribeirão Preto.

No entanto, a última caixa com sensores que ela recebeu foi em novembro. “Temos um grupo no WhatsApp. Alguém acaba doando para quem está sem. Mas agora está numa situação que ninguém mais tem”, relata.

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Mônica diz que o sensor de glicose é fundamental para o tratamento dos diabéticos. “Ele faz toda a diferença: te avisa quando a glicemia está alta ou baixa e não deixa você passar mal”, destaca.

A atendente de telemarketing Luiza Helena dos Santos Marquez, 21 anos, também está sofrendo sem o sensor de glicose. “Uma caixa com cinco sensores custa cerca de R$ 1,5 mil. É tudo muito caro, não dá para ficar comprando todo mês. Por isso recorremos à justiça”, comenta.

Luiza conta que, com o sensor, pica o dedo para medir a glicose de duas a três vezes por dia. Já sem o sensor, as picadas sobem para oito ou mais. “Estou grávida de 27 semanas. Fico preocupada, porque a saúde do meu bebê depende do meu bem estar”, ressalta.

Outro lado

O DRS de Ribeirão Preto comunicou, por meio de nota, que já iniciou a compra dos sensores de diabetes. “A previsão é que o produto esteja disponível para retirada na próxima semana”, avisa.

De acordo com a nota, a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo precisa seguir a Lei Geral de Licitações para adquirir qualquer produto e deve respeitar os prazos estipulados pela legislação, elaborando atas de registro de preços, promovendo processos de licitação e avaliando a documentação das empresas, sob risco de questionamentos e penalidades do Tribunal de Contas do Estado.

“A direção do DRS informa ainda que cumpre todas as ações judiciais vigentes, embora entenda que o fenômeno da ‘judicialização da saúde’ privilegia o direito individual em detrimento do coletivo”, conclui a nota.

Cesar Colleti

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