Se alguém dissesse que comer uma castanha-do-pará por dia é suficiente para prevenir o Alzheimer, você acreditaria? Embora não seja a resposta definitiva para evitar a doença, essa oleaginosa típica é um bom caminho a ser investigado na prevenção e redução do declínio cognitivo provocado pela patologia.

A resposta está na composição do fruto, rico em selênio – um poderoso antioxidante.
– A atividade de enzimas antioxidantes no cérebro não é muito alta, então, precisa sempre ser suprida para garantir que haja menos oxidação. Com isso, os antioxidantes poderiam beneficiar os pacientes com problemas neurológicos – explica a professora do Departamento de Alimentos e Nutrição Experimental da Universidade de São Paulo (USP) Silvia Cozzolino. “Vimos que pessoas com a doença tinham concentrações de selênio muito mais baixas que indivíduos sem o problema. Então, fizemos um estudo com pessoas com declínio cognitivo leve: demos para elas, durante seis meses, uma castanha do Brasil por dia, com uma concentração de selênio que chegava a quase 300 microgramas, e observamos que houve melhora no quadro e também na fluência verbal”, relata a pesquisadora.




