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Dieta muito popular no Brasil é eleita como a pior pela terceira vez

restringir muito a alimentação é um prato cheio para o desenvolvimento de distúrbios alimentares

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Anualmente, o veículo norte-americano
U.S Nes & World Report elege as melhores dietas dos últimos tempos em um
ranking, e, pelo terceiro ano seguido, uma técnica muito adotada entre famosos
e bastante popular no Brasil ficou no fim da lista, sendo considerada a pior
opção para quem quer emagrecer.

De acordo com um levantamento, a dieta
Dukan foi a segunda mais buscada por brasileiros no Google durante o último
semestre de 2018, mas, conforme mostra a avaliação internacional, ela não é nem
tão eficiente nem tão saudável quanto as pessoas costumam imaginar.

Dieta
Dukan: como funciona?

De acordo com a nutricionista Thayana
Albuquerque, essa dieta é dividida em algumas fases. Na primeira, são excluídos
totalmente doces e carboidratos (até mesmo frutas, legumes e saladas),
construindo uma alimentação baseada apenas em alimentos que são fonte de
proteína para perder bastante peso já nas primeiras semanas.

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Na segunda, alguns legumes e verduras
começam a aparecer no cardápio, ainda com restrição de carboidratos.

Na terceira etapa da dieta, é a vez
das frutas serem inseridas no plano alimentar, enquanto a quarta prevê a
retomada de uma alimentação balanceada com um dia da semana focado apenas em
proteínas.

O processo, porém, não acaba aí: além
de manter a quarta etapa da dieta para o resto da vida, é necessário aliá-la a
20 minutos diários de atividades físicas.

Por
que ela foi eleita a pior?

Tanto o ranking quanto a
nutricionista afirmam que a dieta Dukan realmente é capaz de fazer com que se
elimine bastante peso, mas esse resultado tem grandes chances de não durar e
isso acontece graças à dificuldade em seguir esse programa alimentar.

Nesta categoria, a Dukan recebeu a
nota 1.4 (com o máximo sendo 5), e, segundo o veículo, a baixa avaliação se
deve ao fato de que as restrições alimentares propostas durante quase todas as
fases da dieta são algo que requer disciplina extrema – e que pode até ter um
efeito rebote a longo prazo.

Conforme explica Thayana, restringir
muito a alimentação é um prato cheio para o desenvolvimento de distúrbios
alimentares e, além disso, conforme a pessoa passa a “se permitir” novamente na
quarta etapa do processo, é bem possível que ela recupere todo ou até mais
peso, justamente por ter passado tanto tempo em privação.

Cesar Colleti

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