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Dívida herdada pela SC de Pedregulho é de R$ 3.9 mi, diz novo provedor

Provedoria, Ministério Público, Prefeitura e Câmara se unem para salvar hospital da cidade

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O novo provedor da Santa Casa de Misericórdia de Pedregulho, André Luiz Spirlandeli, em ofício enviado ao Promotor de Justiça, André Facciolo Pires, afirmou que a dívida do hospital soma R$ 3.9 milhões e que se não forem adotadas providências imediatas, a instituição irá à falência total.

Uma das primeiras medidas adotadas partiu da administração do prefeito Dirceu Polo Filho – Dirceuzinho, que firmou compromisso com a Promotoria de enviar à Câmara, Projeto de Lei com o subsídio de até R$ 250 mil que é a obrigação mensal da Prefeitura com o hospital, o que foi feito em protocolo na última sexta-feira.

A Câmara de Vereadores também atua neste sentido: além de ter participado de Assembléia do Sinsaúde com os 96 trabalhadores do hospital, que estão há dois meses sem receber salários, o presidente da Câmara Augustinho Alves da Silva – Gustinho Abílio informou que os vereadores marcaram sessão extra para esta terça-feira, às 19h30, para votar o projeto do prefeito.

Recuperação quase impossível

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A medida, porém, é apenas um passo para a solução do grave problema financeiro da Santa Casa que chegou à beira do caos nos quatro anos da administração anterior.

No ofício do provedor André Luiz Spirlandeli ao promotor Alex Facciolo Pires, a direção da Santa Casa ressaltou que até dia 31/12/2016, a administração anterior não havia repassado o valor de R$ 216.268,91 (duzentos e dezesseis mil, duzentos e sessenta e oito reais e noventa e um centavos).

O valor se refere à manutenção e custeio operacional de serviços de urgência em atenção básica (R$ 210 mil) e Programa Pró-Santa Casa II (R$ 6.268,91).

Spirlandeli disse em seu ofício ao MP que “ao assumir, a gestão 2017/2018, a atual diretoria se deparou com o endividamento do hospital em valores que até a presente data superam a casa os R$ 3.900.000,00 (três milhões e novecentos mil reais)”.

O provedor explicou que dentre outras despesas, “a dívida diz respeito a pagamento dos serviços médicos dos últimos três meses, bem como a folha de pagamento dos funcionários referente ao mês de dezembro de 2016, além de encargos como INSS e FGTS, além de dívidas de fornecedores. 

Cesar Colleti

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