
Um levantamento da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) apontou que se tornar um empreendedor é o objetivo de dois em cada três jovens brasileiros. As principais motivações são realização de um sonho (76,4%), qualidade de vida (75,6%), altos ganhos financeiros (70%), mercado promissor (66,1%) e não ter chefe (64,5%).
Batizado de Jovens Empresários Empreendedores, o estudo traçou o perfil de jovens empreendedores em nove cidades do mundo, incluindo Rio de Janeiro e São Paulo.
Para levantar estes dados, foram realizadas 5.681 entrevistas com homens e mulheres na faixa etária dos 25 a 35 anos, das classes A B e C, com ensino superior completo ou em curso. Curiosamente, metade das pessoas entrevistadas já atuava como empreendedor.
No Brasil, os entrevistados que já empreendem se mostraram mais ligados às causas éticas e socioambientais do que os jovens de outros países. Aqui, a taxa de jovens preocupados com estes assuntos chegou a 68,3%, contra média de 49% das demais sete cidades pesquisadas, que incluem Nova York (Estados Unidos), Londres (Inglaterra), Berlim (Alemanha), Madri (Espanha), Xangai (China), Bombaim (Índia) e Moscou (Rússia).
Em Nova York e Londres, por exemplo, a preocupação com o cenário ético chegou a 22%.
Os pesquisadores consideraram os brasileiros uma espécie de geração híbrida: com a criatividade do empreendedor e a inquietude do jovem, mas com o senso de responsabilidade de gerações anteriores.
A tecnologia é o principal canal do jovem empresário empreendedor brasileiro para fazer networking: 57,2% dos entrevistados a usam – um percentual que só foi maior em Xangai (69,1%). No Brasil, 82% já passaram por um primeiro emprego formal antes de empreender e estão montando seu primeiro negócio.
Com relação à lucratividade do negócio, 40% dos jovens empreendedores no Brasil têm pouco ou nenhum lucro e não contrai empréstimos para abrir o próprio negócio. Somente 18% recorrem a financiamento; 60% afirmaram já ter o dinheiro para investir; e 29% captaram os recursos com amigos ou familiares. Juros altos e burocracia foram os motivos alegados para não se endividar. Além disso, os brasileiros são os que mais citam o cenário econômico e político como um limitador da atividade (67,3%).
A maior parte dos jovens (85%) está no seu primeiro empreendimento e 15% já tiveram uma empresa anteriormente. A maioria dos jovens brasileiros abriu o negócio por motivação própria (44%) ou foi estimulada pela família (35%).
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*Esta coluna é semanal e atualizada às sextas-feiras.



