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​Duplicação da Portinari tem “Operação Tartaruga” e traz grandes riscos a motoristas

Sinalização precária e abandono dos desvios, além de mato e buracos irritam usuários

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Máquinas da empreiteira Val Rocha: paradas (Circuito Regional)

Com equipes praticamente desmobilizadas, as duas empresas responsáveis pela duplicação de 15 km da Rodovia Cândido Portinari, entre Franca e a vicinal para Jeriquara não explicam o motivo da verdadeira “operação tartaruga” que predomina ao longo do trecho.

As empreiteiras Misoreli & Palmiéri e Val Rocha Engenharia, mantém, em seus respectivos trechos, apenas alguns funcionários, frustrando as expectativas de que as obras seriam retomadas a pleno vapor depois de terem ficado paradas por mais de 45 dias entre dezembro e o final janeiro.

As empreiteiras se negam a informar qual motivação para a verdadeira “operação tartaruga” que se percebe na obra. Evidente que o período chuvoso impede alguns tipos de serviço, como movimentação de terra, mas há boatos de que os atrasos por parte do DER no pagamento do cronograma físico-financeiro seriam alguns dos fatores.

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Também é preciso estabelecer que a obra de duplicação entre o km 406, no Posto Paineirão, até o entroncamento da vicinal Irineu Rodrigues Pereira, que leva à Jeriquara, nada tem a ver com a provisória suspensão do pedágio no km 417 da Portinari.

Isso porque, a obra de duplicação já está contratada (deveria ser entregue em 25 de fevereiro passado, pois tinha 17 meses de prazo), enquanto que a anunciada praça de pedágio em Cristais Paulista é parte integrante do Lote D, do novo Plano de Concessões Rodoviárias do Governo do estado, que não prevê novos investimentos no trecho.

Perigos

A obras começaram em 25 de setembro de 2014. O contrato previa a conclusão em 17 meses. Numa situação de quase abandono na estrada, motoristas que se utilizam do trecho em obras reclamam dos desvios, muito estreitos, e da sinalização que ao longo dos últimos meses foram se deteriorando e agora oferecem mais riscos do que segurança.

Leitor

Um leitor que não quis se identificar enviou foto recente mostrando o abandono do desvio improvisado da Portinari para o acesso estadual Felippe Calixto, próximo do Paineirão para Ribeirão Corrente.

Segundo ele, “como podemos ver a sinalização é precária, não existe trevo de acesso para a vicinal não há defensas de proteção em todos os lados, congestionamentos e assaltos colocando em riscos todos os usuários da rodovia. A nova pista está pronta e sinalizada e pode muito bem ser preparada para receber o tráfego da Rodovia, mas por motivos ocultos não o fazem.

Já enviei várias reclamações para ouvidoria do DER as respostas são demoradas e sempre evasivas, e sempre a empreiteira tem razão pelos fatos estarem do modo estão.

Peço que façam mais uma reportagem do local como várias que já fizeram e denunciem estes abusos. Não gostaria de ter meu nome revelado. Obrigado.

Sinalização precária

Consideradas as chuvas e o período de festas, ainda assim em dezembro já era patente a desaceleração dos serviços. O mato cresce no entorno dos pontilhões que começaram a ser construídos, a sinalização praticamente não ajuda o motorista e alguns serviços de terraplenagem também se deterioram. 

No final do trecho a ser duplicado, no pontilhão que dá acesso da Portinari para a rodovia que leva a Jeriquara, as queixas dos usuários são por conta do desvio muito estreito, cheio de curvas, fatores que potencializam o risco de acidentes. Vários já aconteceram, inclusive tombamentos de caminhões com cargas.

A obra está licitada por R$ 62 milhões, divididos entre as empreiteiras Misoreli & Palmieri e Val Rocha. A Misoreli ficou com o lote 1, que vai do km 406 (Posto Paineirão) até o terceiro trevo de Cristais Paulista (km 413), na entrada do “Campão”. 

Já a francana Val Rocha Engenharia trabalha no trecho restante, chamado lote 2 (km 413 ao 421) de Cristais Paulista até o acesso para a estrada que leva a Jeriquara. 

Veja galeria de fotos das obras paradas

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região