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​Eduardo Cunha decide adiar instalação da comissão do impeachment de Dilma

Formação da comissão do pedido de impeachment da presidente Dilma fica para terça-feira à tarde

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Presidente Eduardo Cunha, ao chegar hoje à Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu adiar para o início da tarde de amanhã, terça-feira, a formação da comissão especial que irá analisar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O adiamento fará com que a instalação da comissão ocorra perto do horário previsto para que a sessão do Conselho de Ética finalmente vote o relatório pela admissibilidade do processo de cassação do mandato de Cunha, marcada para 14h.

Caso consiga consenso entre os partidos, a decisão será anunciada em breve, após a reunião do colégio de líderes que ocorre na tarde desta segunda-feira. Caso a instalação ocorra de fato amanhã, isso pode inviabilizar a votação no Conselho de Ética e adiar, mais uma vez, uma decisão sobre o processo contra Cunha. Há ao menos três semanas aliados do presidente da Câmara conseguem, com manobras, protelar a análise do relatório no colegiado.

Além de ajudar Cunha, defensores do impeachment se posicionaram favoravelmente ao adiamento por outros motivos. Acreditam que conseguirão, até lá, construir um consenso sobre a presidência e a relatoria na comissão especial para que sejam representantes com posicionamento mais “independente”, que não sejam deputados automaticamente alinhados ao Palácio do Planalto.

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Além disso, o grupo dentro do PMDB que é contrário à presidente Dilma Rousseff está articulando a construção de uma chapa alternativa para disputar as vagas a que o partido tem direito dentro da comissão do impeachment. A ideia é evitar que os nomes indicados pelo partido sejam todos alinhados com o Planalto. Isso poderia provocar uma reviravolta na contagem de apoios do Palácio do Planalto.

Cesar Colleti

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