Já ouvimos muito sobre as “10 armadilhas do egoísmo”, os “5 benefícios de fazer o bem ao próximo”, entre tantos outros títulos.
Há pouco mais de 12 meses concentro meus estudos na modernidade, individualidade, trabalho, comunidade, tempo/espaço e emancipação.
Pude perceber que falta muito para o mundo se fortalecer pensando no relacionamento de muitos para muitos.
Um indivíduo nunca estará em perfeito equilíbrio, mas não é má a ideia de nivelar por cima estes nossos altos e baixos, ou seja, que nossa missão diária tenha foco e concentração no próprio equilíbrio gerando assim cenários mais favoráveis ao bem-estar (corpo, mente, alma e coração).
Talvez estejamos num cenário em que as pessoas necessitem se fechar, se aprisionar mesmo, dentro de si, cuidar-se, fazer uma revolução individual e se re-apresentar à sociedade.
Mente sã, corpo são. Emoções equilibradas e paz de espírito. Talvez enxergar um pouco mais de sentido nas coisas e pessoas. Sair do superficial.
Acontece que neste meu “Romance” – digo romance porque é um comportamento difícil de sair do papel – os indivíduos encontraram muitas barreiras, assim como: Críticas, Bullying, Desprezo, Afastamento, Divisões.
É como se as pessoas o observassem com seus cuidados, organização, exercícios, alimentação e escolhas por suas afinidades e concluíssem: Como ele é egoísta, só pensa nele mesmo.
O indivíduo, caminha vertiginosamente, e insistentemente rumo ao outro, ao externo, abandonando, com indiferença, as preciosidades dentro de si.
Preciosidades abafadas, doentes. Abafadas porque seguiu a moda, abafadas porque seguiu o modelo, porque tomou como pronto sem criticar, porque tratou a vida alheia e esqueceu da própria, socorreu ao invés de socorrer-se. Renunciou quando deveria tomar posse.
Quando várias pessoas fortes se apoiam ficam em pé por muito mais tempo, mas quando indivíduos fracos e desequilibrados tentam se apoiar, na maioria dos casos, se enfraquecem. É como se criassem uma bolha onde, ali, concentram-se aqueles que se identificam com suas mazelas, por isso se entendem e se conformam. Compartilham dos mesmos remédios.
Se fosse possível tirar este romance do papel, na minha imaginação, as pessoas se recolheriam, durante um médio prazo, que serviria para cuidar de seu corpo, emoções, mente e espírito.
Enquanto é só um romance, degustemos a visão de indivíduos fortes, que se encontram na linha de um horizonte tardio, capazes de se ajudarem como nunca antes haviam imaginado, apenas por terem tirado por um médio tempo um tempo para si, suportando toda resistência alheia, toda força elástica que insistiu em fazer desistir de si mesmo e voltar-se para os outros.
Não terá muito a oferecer àquele que não suportou a própria companhia por um peso de tempo, até que pudesse se superar.
*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.



