Os sintomas de crise na indústria de calçados de Franca não são recentes, apesar de que se vê pouca mobilização das lideranças empresariais e políticas da cidade contra a eliminação definitiva de empregos no setor.
De agosto a agosto, entre 2017 e 2018, a cidade fechou 2.657 vagas de trabalho na indústria calçadista (13.566 empregados, mas com a dispensa de 16.223 sapateiros no mesmo período).

O fato mais preocupante é que, a queda brusca (em 2016 a cidade foi tida como um “oásis” de emprego no País, como a cidade que mais empregou e com saldo positivo de mais de 5 mil postos de trabalho criadas), ainda não foi suficiente para acender o sinal de alerta nas autoridades que continuam no imobilismo de sempre, mesmo que até pouco tempo o prefeito de Franca, Gilson de Souza, de auto proclamasse o “Deputado do Sapato”.
Enquanto isso, o veterano Roberto Engler, com quase 30 anos de mandato, hoje lutando para sobreviver às eleições após uma inexplicável mudança do PSDB para o PSB, tem pouca coisa em seu currículo em defesa do setor, destacando-se mais por ajudar outras cidades em detrimento de Franca.
A sobrevivência da indústria calçadista deveria estar na pauta de entidades como o Sindifranca – Sindicato da Indústria – da Prefeitura e da Câmara de Vereadores, mas as poucas ou nenhuma ação destes segmentos para ao menos tentar estancar esta sangria são pífias ou nulas.



