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Em calamidade financeira, São José precisa de R$ 1 mi só para salários atrasados

Além da folha, Massino disse que se preocupa com o funcionamento dos serviços de saúde

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O prefeito interino de São José da Bela Vista, Vicente Massino, vereador e presidente da Câmara

O prefeito interino de São José da Bela Vista, vereador e presidente da Câmara da cidade, ​Vicente de Paula Massino (PSDB),disse que encontrou as contas da Prefeitura em completa calamidade e não sabe como vai pagar os salários dos servidores que estão atrasados desde dezembro. neste início de ano.

Escolhido para presidente da Câmara, o tucano recebeu a determinação da Justiça Eleitoral de assumir a Prefeitura após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negar recurso de José Benedito de Fátima Barcelos – Zé Dito (PSDB), o mais votado nas eleições para prefeito e que está com a candidatura indeferida.

A defesa de Zé Dito recorreu por meio de um embargo declaratório. Apesar do recurso, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) deve marcar novas eleições no município, ainda sem prazo.

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Enquanto isso não acontece, Massino chefiará administração municipal interinamente. O maior desafio, segundo o tucano, é obter R$ 1 milhão para arcar com os salários de dezembro dos servidores municipais, que ainda não foram pagos.

“Ao chegar à Prefeitura, simplesmente não tem nada. Não encontramos ninguém para fazer a transição, a prefeita não apareceu. Não temos nada, a contabilidade não foi fechada. A princípio, o estado é lastimável, uma calamidade”, disse.

Massino afirmou que manterá a Prefeitura fechada por cinco dias, enquanto a equipe interina realiza um balanço das receitas e despesas do município. 

Uma análise preliminar já apontou, de acordo com ele, que as contas estão no vermelho.

“Temos notas de compra de pneus para as viaturas, nos últimos três meses, mas, a gente vai ver, não tem nada. Nós observamos um excesso de consumo de combustível que daria para abastecer uma frota três vezes maior do que a nossa”, detalhou.

Além da folha de pagamento, o prefeito interino disse que se preocupa com o funcionamento dos serviços de saúde. Entre as medidas que pretende adotar está o atendimento médico 24 horas por dia no Pronto-Socorro municipal, que atualmente é precário.

“Estou recebendo ajuda do pessoal que já trabalhou na Prefeitura. O desafio maior é cobrir a folha de pagamento. Mesmo tendo verba específica, parece que juntaram toda a verba e não fizeram o empenho. A gente pede a compreensão da população e dos funcionários”, disse.

Cesar Colleti

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