sexta-feira, 19 jun 2026 ☀ Franca/SP 13°C
DólarR$ 5,18▲ 0,0%
EuroR$ 5,98▲ 0,0%
Selic14,50%▲ 0,0%
BitcoinR$ 326 mil▲ 0,0%

​Empreiteiras correm contra o tempo, mas entrega da duplicação no prazo é dificil

Prazo foi prorrogado de 17 para 23 meses, mas obras têm grande atraso a 28 dias úteis do final

Compartilhar

Mesmo com prazo prorrogado (de 25 de fevereiro para o final de agosto) dificilmente as empreiteiras Misoréli e Palmiéri e Val Rocha, cumprirão o prazo já prorrogado para entrega da duplicação da Rodovia Cândido Portinari entre os km 406 e 421, entre Franca e Cristais Paulista.

As empreiteiras têm, de hoje até 31 de agosto, apenas 28 dias úteis de trabalho para a conclusão. Se decidirem trabalhar aos sábados, o prazo aumenta para o máximo de 33 dias. Se trabalharem de segunda a segunda, o tempo máximo é de 38 dias. 

As empreiteiras estão trabalhando a todo vapor, com várias frentes, com serviços de canalização e movimentação de terra, além do recape das pistas que serão aproveitadas na duplicação e o asfaltamento de trechos que terão novo traçado na estrada.

Continua depois da publicidade

Venceu no dia 25 de fevereiro de 2016 o prazo de 17 meses que as empreiteiras Misorélli & Palmiéri e Val Rocha Engenharia têm de acordo com o contrato assinado com o DER – Departamento de Estradas e Rodagens, para entregar, pronta, a duplicação da Rodovia Cândido Portinari entre o km 06, em Franca, e km 421, em Cristais Paulista. 

Iniciada em setembro de 2014, a obra de duplicação da Rodovia Cândido Portinari estourou todos os prazos. A obra, cuja entrega estava prevista para 25/02/2016, está orçada em R$ 110 milhões e é realizada em dois lotes a cargo das empreiteiras Misoréli, de São Paulo, e Val Rocha, de Franca.

Depois de estourado o prazo de fevereiro (17) meses, o DER, órgão responsável pela fiscalização e cumprimento do contrato das duas empreiteiras, decidiu prorrogar o prazo por mais seis meses (até agosto), mas a olhos vistos, o prazo também não será cumprido.

As obras atrasaram por uma série de fatores, climáticos, no final do ano, e ao que tudo indica, também financeiros, embora as empreiteiras não comentem que houve atrasos no cumprimento por parte do estado, do cronograma físico-financeiro inicialmente previsto.

No final do ano, entre dezembro e janeiro, as obras ficaram paradas por mais de 45 dias, o que contribuiu ainda mais para os atrasos. Sobre adendos financeiros no contrato original, DER e empreiteiras nada informam.

Depois de construídos os pontilhões dos trevos de Ribeirão Corrente e três em Cristais Paulista, as empreiteiras correm contra o tempo, fazendo agora serviços de canalização, preparação de pistas, recapeamento e asfaltamento. Ainda há muito trabalho pela frente, como se pode perceber ao longo do trecho.

Orçada em R$ 110 milhões, a duplicação está sendo feita em dois lotes a cargo das empreiteiras Misorélli, de São Paulo, e Val Rocha, de Franca. A primeira trabalha no trecho Franca a Cristais (quilômetro 406 até o 412) e a firma francana atua no pedaço da rodovia que vai de Cristais até o acesso para Jeriquara (km 413 até o 421).

Cristais

Além do trevo que liga à rodovia Felippe Calixto que leva a RC, o outro, menos complicado pois exigiu menos terraplenagem, dará acesso à primeira entrada para Cristais Paulista, no sentido para as Águas Quentes. 

Em seis km a contar do Posto Paineirão haverá vias marginais nos dois sentidos e estão sendo implantadas duas passarelas – uma próxima ao Posto Paineirão (de acesso ao Bairro Paineiras) e a segunda, na entrada do Recanto Ouro Verde, defronte ao pavilhão de armazéns da Cocapec, perto de Cristais. 

Outro trevo será no campão. O chamado “trevo do meio” de ligação á Cristais Paulista terá apenas acesso à Cristais, sem pontilhão nem retorno para Franca ou no sentido contrário.

Jeriquara

Do km 413 começa o trecho sob a responsabilidade da Val Rocha Engenharia que trabalhará na duplicação até o km 421, no acesso à estrada que leva a Jeriquara. Ali estão sendo construídos dois viadutos: um na terceira entrada para Cristais – conhecido como Campão – no sentido Franca – Pedregulho. 

A pista principal passará sob o viaduto que desviou a pista para o lado esquerdo de quem vai de Franca a Pedregulho. E o outro, que fica no ponto final da “nova” Portinari, na saída para a vicinal Irineu Rodrigues Pereira (acesso a Jeriquara). 

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região