
Paralisadas desde a segunda quinzena de dezembro, as obras de duplicação da Rodovia Cândido Portinari entre Franca e o acesso para Jeriquara, não foram retomadas nesta semana e há uma série de incertezas de que isso ocorra na semana que vem.
As duas empreiteiras responsáveis pelos dois lotes de duplicação, consultadas via e-mail, não se manifestaram até a conclusão desta reportagem.

Assim, é impossível saber qual o real motivador da paralisação das obras: falta de pagamento por parte do DER, período de chuvas ou outro fator que as impede de tocar a obra?
Com equipes desmobilizadas, as duas empresas Misoreli & Palmiéri e Val Rocha Engenharia, mantém, em seus respectivos trechos, apenas dois supervisores, mas nem uma pá de terra tem sido movida nos últimos 30 dias.
Numa situação de quase abandono na estrada, motoristas que se utilizam do trecho em obras reclamam dos desvios, muito estreitos, e da sinalização que ao longo dos últimos meses foram se deteriorando e agora oferecem mais riscos do que segurança.

Consideradas as chuvas e o período de festas, ainda assim em dezembro já era patente a desaceleração dos serviços. Nesta semana, ao menos até esta quarta-feira (06/01) continuavam desmobilizadas, máquinas, ferramentas e operários.
O mato cresce no entorno dos pontilhões que começaram a ser construídos, a sinalização praticamente não ajuda o motorista e alguns serviços de terraplenagem também se deterioram.
No final do trecho a ser duplicado, no pontilhão que dá acesso da Portinari para a rodovia que leva a Jeriquara, as queixas dos usuários são por conta do desvio muito estreito, cheio de curvas, fatores que potencializam o risco de acidentes.
A obra está licitada por R$ 62 milhões, divididos entre as empreiteiras Misoreli & Palmieri e Val Rocha. A Misoreli ficou com o lote 1, que vai do km 406 (Posto Paineirão) até o terceiro trevo de Cristais Paulista (km 413), na entrada do “Campão”.
Já a francana Val Rocha Engenharia trabalha no trecho restante, chamado lote 2 (km 413 ao 421) de Cristais Paulista até o acesso para a estrada que leva a Jeriquara.

Diante dos atrasos que as obras dos dois lotes vem sofrendo fica evidente que haverá descumprimento de contrato. Resta saber se por culpa do Governo do Estado ou por descumprimento por parte das duas empreiteiras.
A obras começaram em 25 de setembro de 2014. O contrato previa a conclusão em 17 meses.
O prazo, portanto, vence em fevereiro. Humanamente impossível que em menos de dois meses tudo o que precisa ser feito, esteja concluído até lá. Até porque ninguém é de ferro e no Carnaval, durante ao menos cinco dias, ninguém trabalha…
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