A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reagiu nesta quarta-feira (5) ao reajuste da tabela para o preço mínimo do frete rodoviário. Segundo a entidade, haverá aumento no preço final dos produtos pagos pelos consumidores e a medida afetará negativamente o crescimento da economia brasileira.
O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, afirmou que o tabelamento do frete é uma “medida equivocada e simplista” que não soluciona as dificuldades enfrentadas pelo transporte rodoviário do país.
O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar três ações sobre o tema. Uma delas, movidas pela CNI, pede que a Lei 13.703/2018, que instituiu o tabelamento do transporte de cargas nas rodovias, seja declarada inconstitucional por violar princípios como o da livre iniciativa e da livre concorrência.
A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) classificou a tabela publicada hoje como uma mera “atualização de preços para o serviço de frete rodoviário”. Para a entidade, a nova resolução da ANTT continua não contemplando particularidades fundamentais do setor, como a necessidade de correção dos valores conforme os tipos de cargas; número de eixos e índices regionais que permitem atender às peculiaridades de cada unidade da federação.




