
O deputado estadual pela região de Franca, Roberto Engler (PSDB) pode ser um dos nove integrantes da composição da CPI da Merenda, que foi aprovada na semana passada pela Assembleia Legislativa e que vai desdobrar as investigações da Operação Alba Branca
A Operação realizada pelo GAECO – Grupo de Investigação e Repressão ao Crime Organizado, do Ministério Público Federal – de Ribeirão Preto, prendeu fraudadores de contratos de merenda escolar em prefeituras do Interior.
Engler deverá ser indicado pelo PSDB por ser um dos mais veteranos da Alesp, com quase 30 anos de mandatos e ser também profundo conhecedor do estágio político da Assembléia, tendo autoridade para conduzir trabalhos e debates.
De qualquer forma, por ser do PSDB e compor o grupo de sustentação política do Governador Alckmin na Assembleia, o deputado será primeiro ouvido pelo Palácio dos Bandeirantes, já que iniciou o ano em confronto de ideias com o Geraldo Alckmin, por conta da proposta de implantar praças de pedágios em Franca, Patrocínio Paulista e Batatais.
A CPI deverá ter nove integrantes e seus participantes são indicados pelas lideranças partidárias, de acordo com o critério da proporcionalidade das bancadas.

A CPI – aprovada na última quarta-feira (25) A CPI vai investigar os contratos firmados por cooperativas de agricultura familiar e empresas privadas para o fornecimento de merenda para escolas do governo estadual d.
A ação de agentes públicos e políticos no esquema, como o deputado estadual Fernando Capez (PSDB) que já é alvo de investigação pelo Ministério Público, na Operação Alba Branca, também será investigada pela comissão.
Políticos diretamente ligados à gestão do governador tucano, como Luiz Roberto dos Santos, ex-chefe da Casa Civil do governo estadual, também teriam participação no esquema de propinas em troca de contratos de fornecimento de merenda escolar nas escolas estaduais.
Januário Montone, secretário de gestão dos governos de Serra e Kassab, teria recebido R$ 600 mil no esquema.
Alba Branca
A operação Alba Branca foi deflagrada no dia 19 de janeiro. A Polícia Civil e o Ministério Público Estadual de São Paulo investigam um esquema de fraude na compra de alimentos para merenda escolar do governo paulista.
Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Ribeirão Preto, entre 2013 e 2015, as fraudes nas contratações da merenda chegaram a R$ 7 milhões, sendo R$ 700 mil destinados ao pagamento de propina e comissões ilícitas.
Segundo funcionário da Coaf que denunciou a fraude, a cooperativa contratava “lobistas” que atuavam junto aos governos e prefeituras, pagando propina a agentes públicos em troca de favorecimento em contratos. O maior deles é com a Secretaria de Estado da Educação de São Paulo.



