As taxas de juros do cheque especial são umas das mais altas do país, possivelmente do mundo, e são os principais motivos de inadimplência no Brasil.
De acordo com do Banco Central, o cheque especial é utilizado como extensão da renda e ocupa a terceira posição no ranking de inadimplência do órgão, com 13,6%, perdendo apenas para dívidas com cartão de crédito (33,2%) e operações de renegociação de dívidas (17%).
Isso acontece pela facilidade, já que a utilização do cheque especial é feita sem qualquer solicitação direta ao banco e ainda, pela ausência de cobrança de taxa adicional.
A partir da última segunda-feira, 02, os bancos estão obrigados a oferecer linhas de créditos mais baratas aos clientes que utilizarem por 30 dias, mais de 15% do valor disponível.
A medida, que já havia sido anunciada em abril pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) – entidade que representa os grandes bancos do Brasil, começará a valer efetivamente a partir deste mês de julho, foi incentivada pelo governo para tentar reduzir os juros aplicados aos cartões de crédito, empréstimos e taxas de financiamento em geral, que aplicam taxas bem superiores à Selic, que é o índice balizador do financiamento das instituições tradicionais.
Para a PROTESTE, a melhor maneira de se proteger é não utilizar o limite do cheque especial, evitando a formação do saldo devedor e do acúmulo dos juros. Entretanto, caso não seja possível, qualquer medida que venha reduzir as altíssimas taxas de juros é bem-vinda, em que pese ainda ser insuficiente.
Nos casos de correntistas com dificuldades de manter controle ao usar o cheque especial, a dica da associação é solicitar ao banco o cancelamento deste recurso, uma vez que nenhum cliente é obrigado a ficar atrelado a um contrato que prejudique as suas finanças.
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