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Escolas estaduais têm de ressuscitar mimeógrafos por falta de impressoras

Governo do Estado estaria recolhendo impressoras e toners das unidades; pais contestam

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Pais de alunos de pelo menos duas escolas tradicionais de Franca fizeram contato ontem, com a reportagem do Jornal da Franca, para dizer que o Governo do Estado de São Paulo, supostamente por questão de economia, está recolhendo impressoras e toners das unidades de ensino.

A solução, segundo os pais, está sendo a utilização de um equipamento obsoleto para os dias de hoje: o mimeógrafo. “O que informaram é que o Estado está terceirizando o serviço de impressão, ou seja, vai usar equipamentos de terceiros e pagar somente pelo que for impresso”, disse João Alberto, cujo filho estuda no Barão da Franca, na Vila Nova.

A dona de casa Jennifer Rafaela também afirma que situação idêntica aconteceu no Otávio Martins de Souza. “Inclusive na reunião de pais os professores confirmaram. Se vão fazer mudança, que façam primeiro para não deixar os estudantes desassistidos”, reclamou.

No site da Secretaria de Estado da Educação, não há registro oficial sobre a medida de economia e nem da utilização dos antigos equipamentos.

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Sabe o que é?

Certamente, quem tem menos de 30 anos sabe pouco sobre os mimeógrafos. Ele pode ser considerado como “o avô” das fotocopiadoras Xerox e das impressoras. Ele funciona com a ajuda de uma manivela.

O material a ser copiado era escrito numa folha especial, conhecida por estêncil ou matriz, que continha carbono. O texto, então, aparecia do lado oposto do papel. Com a parte escrita voltada para cima, a folha era colocada no entorno do rolo que compõe o mimeógrafo. Apesar de rudimentar, o aparelho funciona.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região