A multiplicidade de conteúdos do tema resulta na impossibilidade de condensá-lo em uma definição ou de conceituá-lo em uma frase, período, discurso ou em um único livro. As variações possíveis são tantas que permitem apenas aproximações parciais. Uma visão um pouco mais dilatada é possível com a leitura, análise e comparação dos conceitos emitidos por escritores, críticos, intelectuais e outros estudiosos, historicamente e em todos os lugares. Inicio aqui uma viagem panorâmica pelo tema “Escrever”, observando apenas que encontraremos concordâncias e assentimentos, mas também divergências e contradições.
Sérgio Barcellos Ximenes destaca que “Escrever é reescrever”, “…insano trabalho e uma das citações mais batidas e verdadeiras da literatura… a reavaliar dezenas de vezes as partes do texto que vai sendo escrito e depois reescrevê-las com base no resultado dessas avaliações” e “…Quanto mais vario, mais sou inteligente”. A afirmação sugere uma primeira indagação: –Terei conhecimento técnico e cultura geral e específica para isso?




