Boletim semanal Escritório Carvalhaes – ano 85- n° 29
O tempo quente e seco neste mês de julho vem ajudando a colheita da nova safra de arábica. Os trabalhos agora estão em ritmo normal, mas o atraso inicial faz com que os armazéns ainda estejam com volumes menores que os habituais para esta época do ano.
Começa a chegar ao mercado um fluxo maior de amostras, mas o valor das ofertas não permite que os negócios fluam como deveriam neste início de ano-safra, de ciclo alto. Apenas na zona da mata se percebe um volume normal de negócios fechados. É uma região que tem o hábito de iniciar a comercialização mais cedo, está tendo uma safra de bom tamanho e o tempo seco faz com que a qualidade dos cafés produzidos lá esteja acima da média dos últimos anos.
À medida que a colheita avança, o que se ouve de produtores e agrônomos é que o tamanho da safra deverá ficar ao redor do estimado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Se esse volume for confirmado ao final da colheita, ele será recorde – como os operadores repetem como um mantra – mas será apenas o necessário para cumprirmos nossos compromissos de exportação e consumo interno, restando muito pouco café para complementar nossas necessidades no próximo ano-safra 2019/2020, de ciclo baixo.




