Em torno dos tradicionais frascos coloridos de
esmaltes há uma série de ideias preconcebidas: o vermelho é sexy; o nude,
elegante; o branco, inocente. E por aí vai.
Mas dentro de cada vidrinho existem também vários
elementos que não são passíveis de opinião nem de construção social:
substâncias que a ciência já sabe que fazem mal ao corpo e ao meio ambiente.
Por isso, a turma antenada em sustentabilidade e em
beleza natural elegeu tal produto como inimigo número um do nécessaire verde. “Um
esmalte é, basicamente, uma combinação de resinas plásticas, solventes e
pigmentos. É uma mistura de muitos elementos sintéticos e ruins, por isso
sempre brinco dizendo que é quase uma tinta acrílica de parede”, diz a
dermatologista Patrícia Silveira.
Não à toa, ele é um dos produtos que mais causam
irritações na pele, principalmente pela presença de solventes como
dibutilftalato (DBP), formaldeído e tolueno (esses dois últimos com potencial
cancerígeno). “Raramente, a alergia aparece na unha ou no dedo. Ela costuma surgir
na pálpebra ou no pescoço, áreas de pele mais fina e que a mão está sempre
encostando”, explica Patrícia. “A pessoa acaba achando que é uma reação, por
exemplo, à maquiagem. Mas não é.”




