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Especialistas ajudam a decidir se dá para encarar gestação na pandemia

Medidas visam a diminuir chances de contaminação por coronavírus

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Especialistas ajudam a decidir se dá para encarar gestação na pandemia
Medidas visam a diminuir chances de contaminação por coronavírus

A pandemia da Covid-19 fez com que muitas pessoas adiassem os planos traçados para o ano de 2020. Inclusive o de engravidar. 

A falta de informação sobre a ação do vírus no organismo de grávidas e de possíveis complicações na formação do bebê fez com que o sonho de aumentar a família fosse postergado. 

No entanto, passados quase oito meses desde que o vírus chegou ao Brasil e com o processo de reabertura na reta final, muitas famílias voltaram planejar a concepção do tão sonhado filho. Mas será que já é hora? E a resposta é: depende! A escolha final será da família.

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Até o momento, não foi publicado nenhum estudo que aponte as gestantes como um grupo mais vulnerável à Covid-19 e suas complicações mais graves.

“Ao contrário do que se temia, a doença não se mostrou pior nas gestantes do que nas mulheres não grávidas. A maioria das doenças virais, como a H1N1 e as pneumonias, tendem a apresentar gravidade maior nas grávidas por causa da baixa imunidade natural que ocorre durante a gestação. A mulher que pegou coronavírus corre o mesmo risco de ser intubada ou morrer estando grávida ou não”, afirma Paulo Gallo, diretor-médico do Vida – Centro de Fertilidade, citado pelo site do jornal “Extra”, do Rio de Janeiro.

De acordo com o médico, qualquer mulher que seja infectada por uma virose durante a gestação tem risco aumentado de parto prematuro. O que é um ponto a se pensar. Outro destaque dado pelo médico é que a infecção por Covid-19 da mãe não apresentou, até o momento, risco para o bebê que está em formação.

Portanto, a decisão de tentar engravidar agora ou adiar o planejamento de gestação até o momento em que a pandemia esteja mais controlada — ou que haja uma vacina — é da família. 

No entanto, mulheres com mais de 35 anos devem ponderar outro fator: a idade. Quanto mais avançada, menores são as chances de engravidar, pois os ovários envelhecem e perdem sua qualidade. 

E apesar de os estudos e testes da vacina estarem bem avançados, não há como prever concretamente quando ela estará disponível para distribuição.