A fase em que os dentes
começam a nascer não é fácil mesmo: o bebê fica irritado, chora, não quer se
alimentar e os pais ficam desesperados em usca de produtos que possam aliviar o
desconforto.
Os colares e pulseiras
de dentição são um exemplo. Entre os mais populares, está o colar de âmbar —
pedrinhas de resina vegetal, típicos da região dos países Bálticos (norte da
Europa).
Por terem como
princípio ativo o ácido succínico, acredita-se que eles são capazes de
fortalecer o sistema imunológico, estimular o sistema nervoso, melhorar a
atividade cerebral, além de agirem como uma espécie de analgésico e
anti-inflamatório natural, amenizando as dores da fase de dentição e as cólicas.
Bastou chegarem ao mercado para milhares de bebês no mundo todo aparecessem
usando os tais acessórios.
Há quem diga que eles
são milagrosos. Outros pais não notaram diferença alguma. No entanto, a Food
and Drug Administration (FDA) — uma agência federal do Departamento de Saúde e
Serviços Humanos dos Estados Unidos — está advertindo os responsáveis quantos
aos riscos de estrangulamento ou engasgo. “Não há informações científicas de
que os colares de dentição sejam eficazes e seguros. Eles são realmente muito
perigosos”, alerta Jennifer Hoekstra, especialista em prevenção de lesões do
Hospital Infantil Helen DeVos, em Grand Rapids, Michigan. Ela, que apoia
totalmente o aviso, completa: “A Associação Americana de Pediatria também
não recomenda nenhuma jóia de dentição”.




