
Wuhan é, hoje, uma cidade diferente de duas semanas atrás. Considerada o epicentro da pandemia do novo coronavírus, já não contabiliza novos casos, os hospitais foram esvaziados e, aos poucos, as pessoas retomam as atividades. Porém, pode demorar muito tempo para que a capital de Hubei e o restante da China, de fato, voltem ao normal.
A doença física está passando. Mas, segundo um estudo publicado há cinco dias por pesquisadores da Universidade Médica Naval de Shangai, até 20% dos habitantes da nação asiática apresentam sinais de transtorno de estresse pós-traumático (TSPT), um distúrbio psiquiátrico que também prevaleceu no país após a epidemia de síndrome aguda respiratória grave (Sars) em 2003.
O artigo, publicado no site médico medRvix, dá uma pequena amostra do que pode ocorrer após uma população ser submetida ao isolamento social enquanto um inimigo invisível ameaça dizimá-la.




