Todos os
anos, mais de 55 milhões de pessoas morrem em decorrência de enfermidades
cardiovasculares, a principal causa de óbitos no planeta, segundo a Organização
Mundial da Saúde (OMS).
Há
décadas, a medicina lança mão de um método preventivo que, além de barato, é
fácil de aderir: um ou mais comprimidos de aspirina por dia. Embora bem
estabelecida para evitar recorrência em pacientes que já apresentam problemas
cardiovasculares, alguns estudos indicam que o ácido acetilsalicílico não é
eficaz para proteger indivíduos sem histórico de doenças cardíacas. Outros
sustentam que tomar o medicamento diariamente pode aumentar o risco de
sangramento naqueles que fazem uso apenas preventivo da droga.
Agora,
pesquisadores do Kings College London e do Kings College Hospital, na
Inglaterra, fizeram uma revisão de 13 estudos clínicos com 164 mil
participantes que analisavam o potencial preventivo da aspirina.
Os
resultados sugerem que, enquanto o uso do comprimido está associado a uma
redução de 11% no risco de eventos cardiovasculares (morte, infarto não letal e
derrame não letal), ele também relaciona a um aumento de 47% de casos de
sangramento.




