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Esperança de pacientes, pílula do câncer começa a ser testada hoje (26)

Nessa primeira etapa 210 pacientes começam a tomar a pílula fosfoetanolamina

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Paulo Hoff, diretor-geral do Icesp, Governador Alckmin e o secretário de Saúde, David Uip

​Os testes clínicos em humanos da fosfoetanolamina sintética, substância usada no tratamento do câncer, terão início nesta segunda-feira (25) em São Paulo. 

Nessa primeira etapa 210 pacientes começam nesta segunda-feira a tomar a pílula fosfoetanolamina.

“Vai ser feito o acompanhamento com todo o rigor científico e em dois meses já teremos uma avaliação do resultado”, disse o governador Alckmin ao anunciar o início da fase de testes

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Trata-se de uma pesquisa clínica pioneira, que será conduzida pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), na capital paulista. O início dos testes foi liberado já que a realização do estudo foi aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, do Ministério da Saúde.

Os testes podem chegar ao máximo de 1.000 voluntários testando a droga em 10 tipos de tumores diferentes. 

Com isso pretende-se dar todas as chances da droga mostrar a sua eficiência, porque ela pode não ser eficiente no câncer de mama, mas pode ser eficiente no câncer de melanoma. 

Esse é um desenho científico muito adequado que foi submetido a todo o rigor científico e a todas as comissões de aprovação. 

É a primeira vez na história que a fosfoetanolamina sintética será testada em humanos, por iniciativa do governo de São Paulo, visando analisar a eficácia da substância no tratamento do câncer. 

O estudo prevê uma primeira fase, em que serão avaliados 10 pacientes para determinar a segurança da dose que vem sendo utilizada na comunidade. Após essa primeira etapa, caso a droga não apresente efeitos colaterais graves, a pesquisa prosseguirá.

O Icesp recebeu da Fundação para o Remédio Popular (Furp), laboratório oficial da Secretaria da Saúde de São Paulo, cápsulas suficientes da substância para realizar a pesquisa. 

A sintetização da fosfoetanolamina foi feita pelo laboratório PDT Pharma, localizado no município de Cravinhos, interior paulista. A Furp encapsulou a substância e entregou ao Icesp. O pesquisador aposentado da USP de São Carlos, Gilberto Chierice, tem acompanhado todo o processo.

Testes
No estágio 1, está previsto a inclusão de mais 21 pacientes para cada um dos 10 grupos (tipos) de tumor: cabeça e pescoço, pulmão, mama, cólon e reto (intestino), colo uterino, próstata, melanoma, pâncreas, estômago e fígado. 

Os candidatos passarão por triagem e deverão preencher os critérios de elegibilidade para determinar a segurança da droga. Se observados sinais de atividade da substância nessa fase, o estágio 2 se iniciará com mais 20 participantes em cada grupo.

Progressivamente, desde que se comprove atividade relevante, a inclusão de novos pacientes continuará até atingir o máximo total de 1.000 pessoas (100 para cada tipo de câncer). 

A estratégia adotada permitirá melhor compreensão da droga. Todos os pacientes serão monitorados continuamente por uma equipe multiprofissional com larga experiência em testes clínicos, no Icesp.

Cesar Colleti

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