Perda de peso,
barriga inchada, fraqueza e desmaios eram sintomas bastante comuns para Maria
Raimunda da Silva. “Eu estava praticamente morta”, afirma ao se lembrar da
quantidade de vezes que foi parar no hospital sem consciência. O diagnóstico de
cirrose hepática veio rápido, assim como o encaminhamento para unidade
especializada.
Visitas diárias ao médico viraram rotina. Maria, mãe
de dois filhos, passou a realizar o tratamento no Hospital de Transplantes do
Estado de São Paulo, na capital paulista, onde recebeu a notícia de que seu
fígado havia parado de funcionar.
Um único
procedimento seria capaz de salvar sua vida: um transplante. “Eles viram que
não tinha mais jeito”, comenta. Angustiada e com medo, entrou para fila de
transplante do Estado e somente um doador compatível poderia pôr fim nesse
sofrimento. Foi então que um fígado apareceu e, em 21 de maio de 2017, realizou
o transplante.
A recuperação não
foi das melhores, mas em 15 dias Maria Raimunda tinha ganhado uma nova vida. “O
perfil desse paciente é que ele não tem só o fígado doente. Muitas vezes, ele
se encontra desnutrido, (pois outros órgãos também foram acometidos). Cada
transplante é uma surpresa, cada caso varia na recuperação”, relata a médica
hepatologista do Hospital de Transplantes, Mirella Medeiros Monteiro.




