
Difícil quem nunca tenha ouvido falar sobre ela e mais difícil ainda conhecer alguma mulher que não tenha sido aconselhada – inclusive por seu médico – a doar seu pet durante a gestação. Tudo por conta da toxoplasmose, uma zoonose causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii. “É uma doença cosmopolita. Estima-se que 30% dos gatos estejam contaminados com a doença, principalmente os animais de vida livre”, observa o médico veterinário Luiz Tadeu Braga Júnior, da Clínica Veterinária e Canil Animal Center.
A toxoplasmose acomete a maioria dos vertebrados homeotérmicos – homens, cães, gatos, aves, roedores, etc, porém, o ciclo só se completa na espécie felina – mas o ciclo biológico só se completa nos felinos que são considerados os hospedeiros definitivos da doença por permitir a replicação intestinal do agente e excreção nas fezes. O simples contato com um animal infectado, com seu pelo ou até mesmo com suas fezes “frescas” não são suficientes para contrair a doença. É que apenas 1% da população felina participa da disseminação da toxoplasmose. “Os gatos são infectados pela ingestão de carne crua e tecidos animais contendo cistos viáveis da doença”, esclarece Luiz Tadeu.
A principal forma de contágio para hospedeiros intermediários, incluindo o ser humano, é a ingestão de alimentos e água contaminados com solo que contenha fezes de gatos que possuam a doença, além do contato direto com fezes destes, sendo esta a forma a menos comum. “A doença é importante para a saúde pública, por acontecer transmissão transplacentária em mulheres que se infectem durante a gravidez, podendo causar graves alterações no feto e até a morte”, salienta.




