Estudo brasileiro realizado com mais
de 100 mil pacientes em início de terapia antirretroviral comprovou maior
efetividade do medicamento dolutegravir para o tratamento do HIV em comparação
com outras drogas.
A pesquisa mostra que pacientes
submetidos a coquetéis antirretrovirais que incluem o dolutegravir mostraram-se
significativamente mais propensos a atingir a chamada supressão virológica
(carga viral a níveis indetectáveis) que os submetidos a coquetéis que não usam
o medicamento.
Os resultados foram apresentados nesta terça-feira, 24 de julho, durante a 22º
Conferência Internacional de Aids, em Amsterdã, Holanda.
De acordo com o Ministério da Saúde,
foram coletados dados de 103.240 pacientes com 15 anos ou mais que iniciaram o
tratamento antirretroviral entre janeiro de 2014 e junho de 2017.
Os dados foram fornecidos por dois
sistemas de informação em saúde do SUS que controlam a dispensação dos
medicamentos para HIV e os exames utilizados para monitorar a infecção (CD4 e
carga viral). “Estudos desse tipo têm sido muito utilizados na tomada de
decisão sobre novos medicamentos, pois são conduzidos em ambiente do mundo
real, cujas populações participantes são muito mais representativas da
realidade do que aquelas selecionadas para ensaios clínicos, sendo estes
realizados em ambientes controlados e com critérios mais rigorosos de inclusão
de pacientes”, informou a pasta.




