Um consórcio com a participação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) quer sequenciar o DNA de toda a vida na Terra. Estima-se que existam no planeta entre 10 milhões e 15 milhões de espécies como plantas, animais, fungos e outros organismos cujas células têm um núcleo que abriga seu DNA cromossômico.
No entanto, apenas 14% das estruturas (2,3 milhões) são conhecidas e menos de 0,1% (15 mil) tiveram o DNA sequenciado completamente. De acordo com pesquisadores da área, o conhecimento dessa fração reduzida da biodiversidade resultou em avanços enormes na agricultura, medicina e indústrias baseadas em biotecnologia, além de melhorias nas estratégias para conservação de animais ameaçados de extinção.
Para explorar o potencial científico, econômico, social e ambiental da biodiversidade terrestre, o grupo internacional de pesquisadores pretende sequenciar, catalogar e caracterizar o genoma de todas as espécies eucarióticas da Terra ao longo de 10 anos.
Os objetivos e os desafios da iniciativa, denominada Projeto BioGenoma da Terra (EBP, na sigla em inglês), foram descritos em artigo publicado nesta semana na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, da Academia Norte-Americana de Ciências.




