O Brasil é um país burocrático? Para a maioria, sim. Para responder a essa pergunta, a Fiesp/Ciesp realizou duas pesquisas: uma voltada à população (de âmbito nacional com 1.200 pessoas, encomendada junto ao instituto IPSOS) e outra, à indústria (452 no Estado de São Paulo, realizada pela própria Fiesp/Ciesp). Os resultados são convergentes: a burocracia atrapalha o Brasil. Trata-se de um momento sensível para a economia brasileira, quando é preciso incentivar a produção e a geração e manutenção de empregos.
Para o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, “a burocracia engessa a economia e rouba tempo de quem quer empreender. É muita exigência, muita complicação. O Governo não pode pesar nas costas de quem produz. É preciso simplificar para que o país retome seu desenvolvimento, fique mais competitivo e gere empregos”.
Pesquisa Pulso sobre burocracia com a população
Entre os resultados obtidos, a maioria da população (84%) considera o país burocrático, enquanto os que consideram o país pouco burocrático somaram apenas 9% do total. Seu excesso pode ser prejudicial e mecanismo de estímulo à corrupção (75%), dificultando o desenvolvimento do País (78%) e a compra de bens (77%). O combate à burocracia deve ser priorizado (65%) com a adoção de medidas como a redução da quantidade de leis e normas vigentes, estabelecimento de datas para mudança de regras ou aplicação de novas leis e normas, simplificação da linguagem das leis/normas e a comunicação dos custos de novas leis/normas. E apenas 36% concordam que o Governo tem sido capaz de implementar políticas de desburocratização.




