Franca tem sofrido uma forte crise no setor, que fez com que as
30 mil vagas existentes há cinco anos fossem reduzidas para apenas 19.727 de
julho. Para completar, a produção das indústrias, desde então, também só
despenca: dos 39,5 milhões de pares fabricados em 2013, a previsão é que neste
ano sejam feitos apenas 28 milhões, mais fraco desempenho desde 1996 – quando a
cidade exportava mais e sofreu muito com a crise cambial no governo FHC.
As
empresas alegam que a guerra fiscal com outros estados e a falta de políticas
para o setor contribuem para o cenário.
Grandes
fábricas, como a Democrata -que produzem 12 mil pares diários-, transferiram
linhas de produção para o Nordeste e em estados como Minas Gerais, onde o ICMS
(Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) da atividade é de 2%,
ante os 7% de São Paulo.
O
piso salarial de Franca é de R$ 1.148, enquanto no Nordeste as vagas pagam
menos de R$ 1.000. Mas há outras diferenças, como subsídio de energia, impostos
e imóvel para instalação.




