O ex-diretor administrativo do Pronto-socorro municipal “Dr. Álvaro Azzuz”, Ricardo Veríssimo Júnior, protocolou junto à Câmara Municipal de Franca um ofício no qual apresenta ao presidente, Marco Garcia (PPS), a retificação de seu depoimento à CEI (Comissão Especial de Inquérito) da Saúde.
Na ocasião, no dia 25 de fevereiro, Veríssimo afirmou que havia falsificação de fichas médicas de atendimento e um carimbava as mesmas com o nome dos outros sem que os pacientes tivessem sido por eles consultados.
O objetivo seria receber sem trabalhar e dar plantão. Ao ser questionado pelos vereadores, porém, disse não ter mais as fichas e afirmou que em pelo menos duas ocasiões repassou as mesmas para a então secretária de Saúde de Franca, Rosane Moscardini.
Posteriormente, no dia três de maio, ao ser ouvido pelo promotor de Justiça Paulo Borges, no Ministério Público, mudou sua versão e entregou as fichas. Agora, pede a retificação de seu depoimento e afirma que omitiu a verdade dos vereadores “por sentir-se gravemente ameaçado”, no entanto, sem detalhar de onde e de quem partiriam tais ameaças.
Após o depoimento à CEI, Ricardo foi transferido da Secretaria de Saúde para a Secretaria de Desenvolvimento e acabou exonerado, assim como vários outros servidores, no último dia dois de maio pelo prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), um dia antes, portanto, de procurar o Ministério Público.



