Nem todas as histórias de amor terminam em “felizes para sempre”. Quando algo dá errado, a separação é a opção da maioria dos casais. É uma hora difícil, que envolve várias decisões, inclusive se a amizade será mantida ou não.
A vendedora Elisabeth Cunha Batista, 24 anos, não teve dúvidas. Ela namorou por três anos o auxiliar de almoxarifado Silvio da Silva, 25 anos, com quem diz ter tido um ótimo relacionamento. “Dá para ser amiga. Se não for é porque você é uma pessoa rancorosa ou porque a pessoa pisou muito na bola com você. No nosso caso não tinha porque não ficarmos amigos”, diz.
Mas o tempo para elaboração dos sentimentos depende de cada história. “Ambos precisam de um espaço para a reaproximação, agora de amizade. Não existe um período exato, mas podemos pensar em seis a 10 meses, em média, quando as coisas já estão sendo vistas pelo ex-casal de maneira menos emocional”, aponta a psicóloga Ana Rita de Cássia Pereira.
No caso de Elisabeth e Silvio, foi menos tempo, uns quatro meses. Mas o histórico deles contribuiu para isso, afinal eles se conheceram ainda na escola e ficaram amigos de imediatos. A afinidade e proximidade acabaram culminando no namoro. “Terminamos porque percebemos que apesar de nos amarmos, éramos mais amigos que namorados. Nossos objetivos mudaram e com eles, o desejo de termos uma vida em comum, enquanto casal”, explica a vendedora.




