
A estimativa de produção cafeeira do Brasil em 2016 do Conselho Nacional do Café (CNC) está entre 47 milhões e 50 milhões de sacas. A entidade divulgou o número em seu Balanço Semanal.
“Nossa primeira perspectiva de safra foi traçada após visitas a algumas regiões produtoras e contatos com nossos associados e se embasa no fato de as condições climáticas terem sido favoráveis desde o fim do ano passado para o desenvolvimento das lavouras, diferente dos veranicos e estiagens registrados em 2014 e 2015, o que permitiu a fixação das floradas e desenvolvimento regular dos chumbinhos. Além disso, 2016 é um ano de alta dentro do ciclo bienal da cafeicultura de arábica no País”, analisou Silas Brasileiro, presidente executivo do CNC.
Destacando a estimativa divulgada pelo IBGE na mesma semana, o texto indicou que o volume da entidade vem ao encontro da expectativa inicial do CNC para este ano.
“Por outro lado, o Conselho Nacional do Café recorda que essa expectativa só se confirmará caso as condições climáticas permaneçam dentro da normalidade, pois, se voltarmos a vivenciar cenários adversos do clima, como nas duas safras anteriores, certamente veremos uma safra reduzida no Brasil”, pondera Brasileiro.
Questionado sobre as produções específicas de cada espécie (arábica e conilon), o CNC informou que ainda é cedo para traçar dados específicos, mas aponta os números do IBGE como próximos da realidade climática atual.
A primeira estimativa do IBGE para o café arábica em 2016, é de 38,3 milhões de sacas de 60 kg da espécie, crescendo 15,6% em relação a 2015. Já o conilon produziria 11,4 milhões de sacas, aumento de 3,3% em relação ao ano passado.



