Na década de 90, principalmente, a exploração da mão-de-obra infantil colocou Franca na lista negra de entidades que combatem a prática, principalmente em dados oficiais da Unicef – órgão da ONU para a Infância.
À época, foi necessária uma campanha de combate ao trabalho infantil, ação que contou tanto com a participação do Sindicato dos Sapateiros quanto da indústria, o Sindifranca, além da Fundação Abrinq.
Aliás, a história do combate ao trabalho infantil na indústria de calçados brasileira remonta ao ano de 1992, quando a Central Única dos Trabalhadores (CUT), em parceria com o Programa Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil (IPEC), da Organização Internacional do Trabalho (OIT), realizou diversos estudos de casos no país sobre a questão do trabalho infantil, além de promover um debate amplo sobre o tema em diversas regiões.
O uso explorador do trabalho infantil chegou a prevalecer em Franca – como em várias regiões brasileiras, com maior intensidade inclusive, como no Nordeste – mesmo depois que entrou em vigor o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990), que posteriormente foi sendo melhorada.




