Quando escrevemos ou organizamos nossas ideias a fim de nos expressar é que efetivamente nos damos conta das dúvidas que surgem com nossas produções no papel. Isso acontece porque a fala, linguagem muitas vezes informal, é totalmente diferente da escrita.
Ao escrevermos, usamos expressões de nosso conhecimento, manifestamos nossa inteligência e nossa emoção, por isso, é importante refletirmos sobre o que queremos transmitir, para assim, validarmos nossa mensagem. Planejar para escrever e finalmente rever o texto é um bom exercício para a escrita.
É no processo de revisão que as dúvidas surgem, por isso, recorra a bons dicionários, livros ou manuais. É muito importante que a revisão não seja negligenciada.
Uma dúvida recorrente na língua portuguesa é a diferença entre invés de e em vez de. Podem ser insignificantes, porém, estas palavrinhas têm o poder de distorcer todo o propósito da frase. Parecem soar naturalmente, sem diferença semântica, entretanto, expressam significados particulares.
A expressão ao invés de se refere à oposição, contrariedade, vem acompanhada da preposição de, enquanto que, em vez de se refere à substituição, troca, no lugar.
Acompanhe alguns exemplos:
Ao invés de andar, parou.
Ao invés de sorrir chorou.
Ao invés de comprar, poupou.
Ao invés de falar, calou.
Em vez de ir ao curso ficou em casa.
Em vez de trabalhar, respondia e-mails particulares.
Em vez de dizer gostaria de agradecer, diga agradeço.
Ao falarmos, muitas vezes não percebemos as distinções entre as palavras, que podem alterar todo o sentido pretendido.
Manter a ideia central para tentar encantar o leitor com nossas palavras, nosso estilo, é fundamental, mas, após a construção da redação, é preciso ler em voz alta, interpretar a leitura, avaliá-la e corrigi-la! Uma sugestão é elaborar toda a redação, para não nos esquecermos dos pontos principais, em seguida, selecionar as dúvidas para seguir com as correções gramaticais.
Escrever é desafiador, e acredite: devemos tentar sempre! Assim, continuaremos construindo nossa aprendizagem sobre a língua escrita que como todas, têm começo, mas não tem fim.



