sexta-feira, 19 jun 2026 ☀ Franca/SP 14°C
DólarR$ 5,18▲ 0,0%
EuroR$ 5,98▲ 0,0%
Selic14,50%▲ 0,0%
BitcoinR$ 326 mil▲ 0,0%

Fabricantes de calçados expressam receio com crescimento das importações asiáticas

A crescente entrada de calçados, especialmente da China e Vietnã, eleva o alerta entre os produtores nacionais

Compartilhar
Cargo container for overseas shipping in shipyard with heavy machine . Logistics supply chain management and international goods export concept .

As importações de calçados para o Brasil continuam em trajetória de alta, gerando preocupação entre os fabricantes nacionais.

Nos primeiros dois meses de 2025, o país recebeu 7,9 milhões de pares, totalizando US$ 97,43 milhões, o que representa um aumento de 14,1% em volume e 7,4% em receita em comparação com o mesmo período de 2024.

Os principais fornecedores seguem sendo países asiáticos, com destaque para China, Vietnã e Indonésia. Todos eles produzem grande quantidade de calçados e dominam fatia do mercado.

China

Continua depois da publicidade

A China, embora tenha registrado quedas de 2,8% em volume e 3,5% em receita, segue sendo o maior exportador de calçados para o Brasil, com 2,68 milhões de pares e US$ 9,25 milhões.

Vietnã

O Vietnã, por sua vez, apresentou um crescimento considerável, exportando 2,5 milhões de pares por US$ 47,9 milhões, o que representou aumentos de 24,2% em volume e 9,2% em receita.

A Indonésia também teve um desempenho positivo, com 1,48 milhão de pares embarcados, gerando US$ 23,5 milhões, altos de 47,25% e 37%, respectivamente.

Além dos calçados prontos, as importações de partes de calçados, como cabedais, saltos, solas e palmilhas, também aumentaram.

No bimestre, essas importações somaram US$ 9,64 milhões, um crescimento de 21,7% em relação ao mesmo período de 2024, com a China, Paraguai e Vietnã liderando os embarques.

Baixo custo

O aumento nas importações, especialmente de produtos de baixo custo, tem gerado apreensão entre os fabricantes brasileiros, que temem uma crescente concorrência desleal e a ameaça ao mercado interno.

Com isso, o setor se vê desafiado a manter sua competitividade frente à ascensão das importações, que podem impactar as vendas das indústrias nacionais.