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Fatec elabora estudo com perfil do produtor de sapato nas indústrias de Jaú

Estudo é denominado “Perfil Atualizado – Empresas Produtoras de Calçados Femininos”

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Dos calçados produzidos em Jaú, 48,3% são comercializados no Estado de São Paulo. Destes, 23,7% são remetidos à capital. 77,4% dos empresários não exportam, dos quais 50,9% não têm interesse em vender seus produtos para outros países. 

Entre os que gostariam de vender para o exterior, 31,6% vislumbram as Américas Central e do Norte como oportunidades de negócio, e 26,3%, a África.

Esses dados foram apresentados ontem à tarde em evento na Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Jaú pelo professor Marcos Antonio Bonifácio, do curso de gestão da produção industrial. As informações integram o estudo “Perfil Atualizado – Empresas Produtoras de Calçados Femininos”.

Informações como essas ajudam a nortear os trabalhos das empresas do segmento e políticas públicas voltadas ao setor. Se quase metade da produção fica no Estado de São Paulo, uma alternativa para incremento das vendas é a busca por compradores em outras unidades da Federação.

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A grande maioria das fábricas não exporta, o que demonstra que o mercado externo ainda é um nicho não explorado pelo empresário local. Mesmo entre os fabricantes com anseios em vender para fora, a maioria não cita como objetivo os países da América do Sul, que em geral oferecem condições mais facilitadas.

“O estudo pode embasar políticas públicas e privadas que possam alavancar o polo calçadista de Jaú, que vem regredindo nos últimos anos”, observa Bonifácio. “O empresariado poderá observar quesitos como formação de custos e estratégias de negociação e cooperação”, exemplifica.

A pesquisa foi elaborada entre 2014 e 2015 e consistiu em questionário feito a 53 produtores de calçados do Município, que participaram voluntariamente do trabalho – hoje, estima-se que de 220 a 230 fábricas formalizadas estejam ativas na cidade.

As entrevistas abordaram temas como tamanho da empresa, perfil do produto, matéria-prima, capacidade de produção, investimentos em manutenção, perfil do empresário, existência de gestão ambiental, entre outros.

Ineditismo

Por causa de sua amplitude, este perfil do fabricante de sapatos de Jaú é considerado inédito. O próximo passo é cruzar o diagnóstico com outros bancos de dados, o que deverá ser feitos nos próximos meses, a fim de eliminar eventuais incorreções.

Em seguida, ações e políticas serão propostas junto a sindicatos, poder público, entidades e todos os envolvidos no âmbito da produção calçadista.

“O importante é que os atores do arranjo produtivo local (APL) não permitam que isso morra. É necessário que se reconheça que há espaço para melhorar, sem sucumbir à crise”, comenta Bonifácio. Em breve, o estudo será homologado e disponibilizado aos interessados.

(Fonte: Jornal Comércio de Jahu)

Cesar Colleti

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